Nos primeiros anos escolares,
grande parte das crianças inverte letras ao escrever.
Ao usar fonemas parecidos acusticamente, como:
·
P,
e, b;
·
T,
e, d;
·
F,
e;
·
S,
e, z;
·
x e j/;
·
q e g
·
c e g, entre outros.
Esses sons podem soar iguais para a criança que
ainda não desenvolveu totalmente a habilidade de discriminação auditiva. Assim,
no momento da escrita podem ocorrer trocas de letras do tipo: fazenta, xanela,
divícil. Esse tipo de troca acontece, porque a criança, no momento da escrita,
não consegue perceber qual letra representa o som que está ouvindo.
Nenhuma dessas combinações são
motivo de alarme, e geralmente elas acontecem até o final do Ensino fundamental
l.
Na verdade, as reversões de
letras fazem parte do desenvolvimento da escrita. À medida que as crianças
leem e escrevem, esses erros geralmente desaparecerão por normalmente.
Porém, nada de se alarmar e já
imaginar seu filho com problemas. Essas são ocorrências comuns, não entre em
pânico! Muitos pais veem esses pequenos erros e concluem que seu filho possuem
distúrbios como a dislexia, disgrafia e outras, mas geralmente não é esse o caso,
e se for existem maneiras muito simples para trata-los.
No entanto, é importante que pais
e professores apliquem exercícios de pratica de leitura e escrita que ajudarão
a criança a desenvolver a capacidade de discriminação desses fonemas muito
parecidos.
O que fazer para ajudar
Preste muita atenção nos
conselhos abaixo:
·
Ao perceber as trocas, pais e professores deverão indicar
os erros suavemente e sem alarde.
·
Entenda que para a criança isso não é erro, pois ela ainda não
consegue discriminar e diferenciar esses sons.
·
Ofereça ajuda de maneira muito natural: escreva as palavras, nas
quais acontecem os erros – pode ser em papel sulfite, cartazes, postit, e até
recortes de jornais e revistas.
·
É bom que as palavras sejam escritas em tamanho grande e que
sejam colocadas na altura do olhar da criança.
·
Leia tais palavras, em voz alta, para ela.
·
Durante vários momentos do dia tire tempo, como se fosse fazer
uma brincadeira, para ler com o seu filho, e inclua essas palavras na leitura.
·
É muito importante que você aja naturalmente, sem brigas e
chamadas severas de atenção, esse comportamento de pais, professores ou
qualquer adulto que tente ajudar, só atrapalha e faz com que a criança se sinta
fracassada e incapaz.
·
Ao perceber as trocas, pais e professores deverão indicar
os erros suavemente e sem alarde.
·
Constrangimentos por parte de pais e professores podem agravar a
dificuldade e levar a problemas que não existiam.
·
Observe o
desenvolvimento psicomotor da criança;
·
A
audição é o canal sensorial muito importante nesse processo. Procure aprimorar
a atenção auditiva, a discriminação a memória da criança, pois são habilidades
essenciais no desempenho e na apropriação da leitura e escrita.
·
Grande parte das crianças sairá dessa fase por conta própria. Algumas
mais depressa, outras lentamente, pode acreditar.
·
Mas e se isso não acontecer? Se o seu filho está no quinto
ano, por exemplo e ainda não consegue se livrar do hábito de reversão, é
uma boa ideia começar a investigar. Em primeiro lugar, é preciso estar atenta
aos hábitos de leitura dele.
·
Ler é fundamental para desenvolver todas as
capacidades, TODAS, de qualquer ser humano. Sem leitura é quase impossível
falar e escrever bem.
·
Incentive
a leitura! Não meça esforços para que seu filho leia!
·
Caso
você precise de ajuda, procure um profissional capacitado para isso. Porém,
antes de mais nada, preserve a emoção da sua criança. Não a castigue, e jamais
deixe que ela tenha sentimentos ruins por causa de qualquer erro. Ensine-a a enfrentar
o problema de cabeça erguida e dê-lhe a certeza de que ela conseguirá superar
isso.
· Crianças que foram pouco
estimuladas na primeira infância, que tivera doenças como otites, passaram por
situações que não permitiram a exploração do ambiente, que conviveram somente
com adultos ou com pessoas que falam pouco com elas, também podem apresentar
alguma dificuldade no desenvolvimento da leitura e da escrita.
· Apresentar a criança estímulos e
ambientes onde ela possa vivenciar a leitura e a escrita, de forma lúdica ou o
mais simples que seja é muito importante;
· Explorar o universo da leitura e escrita, por
meio de brincadeiras que despertem a atenção e o interesse da criança para o
aprendizado tanto das formas, quanto dos números e letras, ampliando seu
universo, apurando a atenção, a memória auditiva e visual.
· Estimular a criança a ler e
escrever, ainda que com erros, fará com que ela se desenvolva e
supere suas dificuldades.
· Jamais exija que a criança escreva diversas vezes a palavra que errou, pois isso de
nada adianta, visto que se trata de uma dificuldade da linguagem.
·
Existe, em lojas de brinquedos, um
jogo de tabuleiro chamado LINCE. Ele estimula a percepção visual da criança por meio de
semelhanças e diferenças. Nele, um participante tira um cartão e coloca-o sobre
a mesa; os demais jogadores devem localizar, rapidamente no tabuleiro, a imagem
correspondente ao cartão. Esse brinquedo é indicado para crianças de 5 anos, mas
pode ser as de menos idade consigam jogá-lo também, pois é um tabuleiro
ajustável por nível de dificuldades. É possível fabricar esse jogo em casa,
facilmente, para isso basta recortar imagens de revistas, montar o tabuleiro
com essas imagens e para as cartas, ao invés de imagens é possível usar
palavras correspondentes.
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Um abraço!
Fátima Oliveira
Mestre em Educação, especialista em alfabetização, arte educação, leitura e escrita, cotação de histórias, psicopedagoga, com ampla experiência nessas áreas. Apaixonada, desde criança, pela arte de ler e escrever, Fátima Oliveira compartilha as melhores práticas para ajudar pais, professores, psicólogos, fonoaudiólogos, bibliotecários, homeshools e demais interessados, a lidar de forma fácil e criativa, com as dificuldades de aprendizagem de crianças e adolescentes.














