sábado, 25 de novembro de 2017

O que você precisa saber sobre reversão de letras nos primeiros anos escolares


Nos primeiros anos escolares, grande parte das crianças inverte letras ao escrever.
Ao usar fonemas parecidos acusticamente, como:
·      P, e, b;
·      T, e, d;
·      F, e;
·      S, e, z;
·       x e j/;
·       q e g
·       c e g, entre outros.
Esses sons podem soar iguais para a criança que ainda não desenvolveu totalmente a habilidade de discriminação auditiva. Assim, no momento da escrita podem ocorrer trocas de letras do tipo: fazenta, xanela, divícil. Esse tipo de troca acontece, porque a criança, no momento da escrita, não consegue perceber qual letra representa o som que está ouvindo.


Nenhuma dessas combinações são motivo de alarme, e geralmente elas acontecem até o final do Ensino fundamental l.
Na verdade, as reversões de letras fazem parte do desenvolvimento da escrita. À medida que as crianças leem e escrevem, esses erros geralmente desaparecerão por normalmente.
Porém, nada de se alarmar e já imaginar seu filho com problemas. Essas são ocorrências comuns, não entre em pânico! Muitos pais veem esses pequenos erros e concluem que seu filho possuem distúrbios como a dislexia, disgrafia e outras, mas geralmente não é esse o caso, e se for existem maneiras muito simples para trata-los.
No entanto, é importante que pais e professores apliquem exercícios de pratica de leitura e escrita que ajudarão a criança a desenvolver a capacidade de discriminação desses fonemas muito parecidos.




O que fazer para ajudar
Preste muita atenção nos conselhos abaixo:
·      Ao perceber as trocas, pais e professores deverão indicar os erros suavemente e sem alarde.
·      Entenda que para a criança isso não é erro, pois ela ainda não consegue discriminar e diferenciar esses sons.
·      Ofereça ajuda de maneira muito natural: escreva as palavras, nas quais acontecem os erros – pode ser em papel sulfite, cartazes, postit, e até recortes de jornais e revistas.
·      É bom que as palavras sejam escritas em tamanho grande e que sejam colocadas na altura do olhar da criança.
·      Leia tais palavras, em voz alta, para ela.
·      Durante vários momentos do dia tire tempo, como se fosse fazer uma brincadeira, para ler com o seu filho, e inclua essas palavras na leitura.
·      É muito importante que você aja naturalmente, sem brigas e chamadas severas de atenção, esse comportamento de pais, professores ou qualquer adulto que tente ajudar, só atrapalha e faz com que a criança se sinta fracassada e incapaz.
·      Ao perceber as trocas, pais e professores deverão indicar os erros suavemente e sem alarde.
·      Constrangimentos por parte de pais e professores podem agravar a dificuldade e levar a problemas que não existiam.
·      Observe o desenvolvimento psicomotor da criança;

·      A audição é o canal sensorial muito importante nesse processo. Procure aprimorar a atenção auditiva, a discriminação a memória da criança, pois são habilidades essenciais no desempenho e na apropriação da leitura e escrita.
·      Grande parte das crianças sairá dessa fase por conta própria. Algumas mais depressa, outras lentamente, pode acreditar.
·      Mas e se isso não acontecer? Se o seu filho está no quinto ano, por exemplo e ainda não consegue se livrar do hábito de reversão, é uma boa ideia começar a investigar. Em primeiro lugar, é preciso estar atenta aos hábitos de leitura dele.
·      Ler é fundamental para desenvolver todas as capacidades, TODAS, de qualquer ser humano. Sem leitura é quase impossível falar e escrever bem. 
·      Incentive a leitura! Não meça esforços para que seu filho leia!
·      Caso você precise de ajuda, procure um profissional capacitado para isso. Porém, antes de mais nada, preserve a emoção da sua criança. Não a castigue, e jamais deixe que ela tenha sentimentos ruins por causa de qualquer erro. Ensine-a a enfrentar o problema de cabeça erguida e dê-lhe a certeza de que ela conseguirá superar isso.
   ·      Crianças que foram pouco estimuladas na primeira infância, que tivera doenças como otites, passaram por situações que não permitiram a exploração do ambiente, que conviveram somente com adultos ou com pessoas que falam pouco com elas, também podem apresentar alguma dificuldade no desenvolvimento da leitura e da escrita.

    ·      Apresentar a criança estímulos e ambientes onde ela possa vivenciar a leitura e a escrita, de forma lúdica ou o mais simples que seja é muito importante;

    ·       Explorar o universo da leitura e escrita, por meio de brincadeiras que despertem a atenção e o interesse da criança para o aprendizado tanto das formas, quanto dos números e letras, ampliando seu universo, apurando a atenção, a memória auditiva e visual.

    ·      Estimular a criança a ler e escrever, ainda que com erros, fará com que ela se desenvolva e supere suas dificuldades.

    ·      Jamais exija que a criança escreva diversas vezes a palavra que errou, pois isso de nada adianta, visto que se trata de uma dificuldade da linguagem.

    ·      Existe, em lojas de brinquedos, um jogo de tabuleiro chamado LINCEEle estimula a percepção visual da criança por meio de semelhanças e diferenças. Nele, um participante tira um cartão e coloca-o sobre a mesa; os demais jogadores devem localizar, rapidamente no tabuleiro, a imagem correspondente ao cartão. Esse brinquedo é indicado para crianças de 5 anos, mas pode ser as de menos idade consigam jogá-lo também, pois é um tabuleiro ajustável por nível de dificuldades. É possível fabricar esse jogo em casa, facilmente, para isso basta recortar imagens de revistas, montar o tabuleiro com essas imagens e para as cartas, ao invés de imagens é possível usar palavras correspondentes.  
  Se você leu esse artigo, chegou até aqui, deixe sua opinião nos comentários. Caso tenha alguma dúvida sobre esse assunto ou qualquer outro que ensolva leitura, escrita e aprendizagem fique à vontade para fazer perguntas.

    Um abraço!

    Fátima Oliveira
      Mestre em Educação, especialista em alfabetização, arte educação, leitura e escrita, cotação de histórias, psicopedagoga, com ampla experiência nessas áreas. Apaixonada, desde criança, pela arte de ler e escrever, Fátima Oliveira compartilha as melhores práticas para ajudar pais, professores, psicólogos, fonoaudiólogos, bibliotecários, homeshools e demais interessados, a lidar de forma fácil e criativa, com as dificuldades de aprendizagem de crianças e adolescentes. 




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