quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Por que algumas crianças tem uma paixão natural pela leitura, e outras não?


Algumas crianças parecem amar a leitura. Outros não. 

O que muda? 

Crianças, geralmente gostam que adultos leiam para ela. À medida que crescem, e aprendem a ler passam a achar isso chato e cansativo. A tendência é que elas fujam desses momentos.

Acontece que o processo de ensino/aprendizagem de leitura e escrita pode realmente levar a criança a desistir da leitura, o que pode ser permanente ou não. Dessa maneira, é grande o número de mães que me procuram com a pergunta: o que fazer para que meu filho goste de ler?

Os caminhos não são os mesmos para todos, já que as pessoas são, pensam e fazem escolhas diferentes. No entanto, as vezes é simplesmente o caso de encorajar a criança do jeito certo. Costuma-se exigir que os pequenos leiam livros escolhidos pela escola – eis aqui um problema:   associar leitura com trabalho escolar, não é mais visto como uma experiência prazerosa, e sim como uma obrigação.

A criança deve ser encorajada a ler o que interessa a ela, e não o que pais ou professores escolhem e decidem ser interessante. Obviamente, adultos devem ter cuidado com o que uma criança lê, mas ao observar os seus gostos, leva-la para escolher o livro no ato da compra, prestar atenção nos temas de interesse e fazer surpresas ajudará a criança a olhar o livro como um objeto de prazer e alegria, e não como uma obrigação chata.

Pais que leem, geralmente despertam nos filhos esse hábito, porque tratam a leitura como lazer e comentam que gostariam de ter mais tempo para ler mais.
Você já observou o quanto seu filho tem a tendência de gostar das coisas que você gosta, elogia e demonstra alegria em fazer? Isso traz motivação e interesse. Com a leitura acontece o mesmo.





Algumas dicas que dão resultado:

Leia seus livros, naturalmente em voz alta, faça comentários sobre o que está lendo. Isso é experiência compartilhada e de valor inestimável.

Deixe livros espalhados pela casa ao alcance dos pequenos. Qualquer tipo de livro, não apenas os infantis.

Incentive sua criança a ler em voz alta também, mostre-se interessado no que ela lê.

Faça perguntas que demonstrem esse interesse, e não de cobrança para saber se ela está entendendo a história, como se fosse uma prova de escola.

Jamais critique a leitura feita por uma criança, pois esse comportamento afetará a confiança dela e a afastará cada vez mais desse hábito tão importante para o desenvolvimento de todas as demais habilidades. Ao perceber defeitos ou dificuldades, apenas leia você o mesmo trecho, para que ela tenha a oportunidade de ouvir a leitura correta. Faça isso quantas vezes for preciso, não perca a paciência e nem a esperança.

Não use exclamações de entusiasmo falsas, já que as crianças são sensíveis a fingimentos, e repetirão esse comportamento ao achar que ele é correto e necessário.





Uso de Recompensas?

Quando se trata de encorajar o comportamento adequado, muitos adultos usam recompensas para receber respostas positivas da criança.
Os mesmos princípios não devem ser aplicados à leitura, pois ela poderá se sentir manipulada e aprenderá manipular também, apenas pelas recompensas.

Muitos são os fatores que levam ou não uma criança a criar o hábito da leitura, algumas realmente parecem já nascer com ele, mas ainda assim devem ser incentivadas.
Observar os motivos do não gostar, agir naturalmente e nunca desistir de tentar pode ser a maneira ideal para ajudar aqueles que não gostam dos livros.


Gostando de ler ou não, oque importa mesmo é estar junto, dispensar muita atenção e amor. Entender e respeitar as diferenças e ter a certeza de que o seu filho confia em você independente da situação.

Um abraço!💓💙💚💛

Fátima Oliveira

Especialista em alfabetização, arte educação, leitura e escrita, cotação de histórias, psicopedagoga, com ampla experiência nessas áreas e apaixonada, desde criança, pela arte de ler e escrever, Fátima Oliveira compartilha as melhores práticas para ajudar pais, professores, psicólogos, fonoaudiólogos, bibliotecários, homeshools e demais interessados, a lidar de forma fácil e criativa, com as dificuldades de aprendizagem de crianças e adolescentes. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Criança gosta de poesia





Pai, você lê   poesias para o seu filho? 

Como essa linguagem pode contribuir no desenvolvimento da sensibilidade da criança. Dicas de autores e obras.
A poesia para crianças é o brincar que elas tanto gostam, só que com as palavras. Palavras que, combinadas, inventam novos sentidos e constroem sons, ritmos e imagens diferentes. A criança está sempre em busca de experiências e a poesia é uma forma nova de descobrir a vida, explorando o mundo fascinante dos sons e das idéias.
Para Ana Lúcia Brandão, escritora, doutora em Comunicação e especialista em Literatura Infantil, a criança inicia sua vida ouvindo cantigas de ninar. Depois passa a falar parlendas, como, por exemplo, "um, dois, feijão com arroz" e trava-línguas, como "o rato roeu a roupa do rei de Roma". Mais tarde, vêm as cantigas de roda. Os poemas são uma extensão de todas essas brincadeiras infantis.
Poesia e universo infantil têm muitos pontos em comum, especialmente a grande carga afetiva, as imagens, a fantasia e a sensibilidade. A linguagem poética faz parte naturalmente da linguagem da criança que se comunica com o mundo de maneira informal e lúdica. "A leitura de poemas tem um poder encantatório, acalma e desperta a sensibilidade dos pequenos. Eu já fiz crianças dormirem por meio de poemas. Ler poemas em voz alta por várias vezes acaba virando música", diz Sylvia Manzano, escritora de livros infantis.
Ritmo, som, melodia, idéias...
Em geral, ler livros de poesia não faz parte do cotidiano do adulto. Porém, no contato com crianças, essa pode ser uma ótima oportunidade para embarcar na experiência do ritmo, do som, da melodia e das idéias, tão inerentes aos poemas.
Nas prateleiras de livros infantis existe uma infinidade de títulos que têm excelente qualidade literária. Um livro que está se tornando um clássico é o Poesia para Brincar, de José Paulo Paes, da editora Ática. O autor inicia o livro convidando o leitor a brincar com poemas cheios de rimas e humor como: "Aqui jaz um leão/Chamado Augusto/Deu um urro tão forte que morreu de susto".
Para Sylvia Manzano, escrever poesia para crianças ou adultos é dizer tudo de uma maneira diferente, fazendo com que o falar de cada dia seja inovador. Em seu livro Circo do Meio Dia, da editora Dimensão, os poemas descrevem de maneira divertida as brincadeiras e sentimentos dos bichos que trabalham no circo: "Neste circo/o macaco/mostra a língua/faz careta/toma suco/engole a bala/e por arte do destino/só por pouco/ele não fala."
Sensibilidade e alfabetização
A linguagem da poesia trabalha a sensibilidade da criança, desenvolvendo sua relação com a leitura e a escrita. Para Carla Caruso, autora da Coleção Bicho-de-Livro, da Editora Dimensão, é importante ler poemas de maneira a revelar o ritmo e os sons das palavras. Segundo ela, essa também é uma forma de auxiliar as crianças no desenvolvimento da fala e já preparar os pequenos para a alfabetização.
Isso porque a relação com as palavras, se iniciada desde cedo, torna o processo de leitura algo já conhecido pelas crianças e insere o pequeno leitor no fascinante mundo da literatura. "O poeta e a criança encontram-se através da poesia. Sela-se uma relação entre a linguagem infantil e a linguagem poética. 

Criança gosta de poesia, mas precisam do incentivo dos pais, irmãos mais velhos e dos educadores", assinala Carla Caruso.

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